quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os diferentes papéis em EaD

Fortaleza, 30 de abril de 2013.


Refletir sobre os diferentes papéis na Educação a distancia (EaD) tem sido parte de minha vida acadêmica e profissional desde 2011, ano no qual atuei como orientadora voluntária de trabalhos de conclusão de curso (TCC’s), em um curso de especialização a distância. Essa experiência exitosa ratificou meu desejo de inserir em meu projeto de tese, para os  participantes da minha pesquisa, uma experiência de formação continuada semipresencial para os professores, coordenadores e gestores de uma escola pública. Cumpre mencionar, que os resultados foram bastante positivos, sendo algumas das reflexões enfatizadas por Moran (2003;2007) vivenciadas em minha prática.
Relacionando mais especificamente, as temáticas propostas por Moran (2003; 2007) e minha experiência como aluna EaD nessa formação, posso afirmar que a principal  dificuldade seria a disponibilidade para uma organização do tempo com qualidade, para realização das leituras, reflexões, elaboração das atividades propostas e participação nas diferentes ferramentas que o ambiente virtual nos disponibiliza. Nesse contexto, acredito que a proposta pedagógica de um bom curso a distancia, instiga o aluno a buscar mecanismos para superar essa dificuldade advinda, sobretudo, das demandas que a atividade docente exige.
Considero ainda, a construção de aprendizagens significativas, elemento central de qualquer formação. Para tanto, minha motivação pessoal, atuando agora no papel de aluno, se constitui um elemento imprescindível para sucesso dessa experiência. Quanto ao papel de nossos mediadores, sejam eles tutores, supervisores ou coordenadores, conforme nos expõe Moran (2003), ao discorrer acerca dos múltiplos papéis do educador on-line é importante elucidar:
“Com a educação on-line os papéis do professor se multiplicam, diferenciam e complementam, exigindo uma grande capacidade de adaptação, de criatividade diante de novas situações, propostas, atividades (MORAN, 2003, p.1)”.
Concluindo, Moran (2007, p.3) corrobora com minha percepção de que os diferentes atores envolvidos na formação EaD devem valorizar essa oportunidade, tornando essa experiência exitosa.
“Professores e alunos precisamos estarmos atentos para valorizar as oportunidades que vamos tendo de participar de experiências significativas de ensino/aprendizagem presenciais e virtuais. Elas nos mostram que estamos no caminho certo e contribuem para nossa maior realização profissional e pessoal”. 

Os textos dos autores que foram citados nessa postagem estão disponíveis em:
Texto 1: O que é um bom curso a distância? Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/bom_curso.htm. Acessado em 21/04/2013.
 Texto 2: Contribuições para uma Pedagogia da Educação on-line. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/contrib.htm. Acessado em 21/04/2013.

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